segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CIRCULAÇÃO EM EXCESSO FAZ O PREÇO CAIR



É bastante provável que a parcela da população que tem acesso frequente aos jornais da cidade esteja enfastiada das rusgas verbais que se acumulam desde minha posse. Reflexo natural de uma sociedade dividida politicamente, os jornais cumprem seu papel na divulgação, continuada, de diversas e divergentes opiniões acerca de meu governo. Entram no pacote artigos de peso mas também textos pobres, carentes de uma argumentação sólida e cuja fundamentação não resiste ao menor sopro da realidade. De uma forma ou de outra, o cidadão comum, preocupado com seu trabalho, sua família e a vida em sociedade, não suporta mais tanta discussão estéril. O problema está na falta de autocrítica dos políticos. Sou um deles, não nego. Mas a experiência como prefeito, já pela segunda vez, vai fornecendo subsídios importantes que ditam algumas normas básicas de comportamento público. Como chefe do executivo não posso e nã vou me envolver em toda e qualquer polêmica alimentada na imprensa. Primeiro porque isso seria banalizar a figura do governante e do próprio governo da cidade. Segundo, porque aprendi que os processos de gestão pública exigem uma compreensão planificada ainda rara entre a maioria dos que se consideram críticos. Acho mais produtivo, na maioria das vezes, simplesmente trabalhar pelo município, com a paciência e visão de conjunto que a história sempre exigirá de quem está no comando de uma administração pública. Os opositores sempre existirão e é saudável para a democracia que assim seja.Agora, perder tempo com aqueles que se prestam a um desgaste público permanente como inimigos de si próprios não é nada inteligente. Circulação em excesso faz o preço cair em qualquer mercado; inclusive o político. Mesmo assim há muita gente que insiste em ignorar isso e bancar o arroz de festa. Paciência. As sociedades são plurais. Até com os que são incapazes de pensar seus atos.

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